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Os vários estudos realizados sobre a área de influência do EFMA, nomeadamente os que tiveram por objecto o desenvolvimento turístico da sub-região, e os planos de ordenamento territorial entretanto elaborados e aprovados, identificam um conjunto de povoações, distintas das sedes de concelho, às quais reservam um papel primordial na atracção, acolhimento e enquadramento das actividades e das pessoas relacionadas com o aproveitamento das potencialidades geradas pelas albufeiras.
Estas povoações, que ficarão situadas na vizinhança próxima ou imediata dos regolfos, constituem uma rede urbana ribeirinha das novas albufeiras , susceptível de fornecer o suporte próximo ao usufruto da água e ao controlo da sua utilização lúdica, prevenindo simultaneamente a dispersão das ocupações por todo o território.
Conforme expresso no PE~AQUA as Aldeias Ribeirinhas deverão passar a ter um novo papel no processo de desenvolvimento da zona mediante a prossecução de uma lógica de “Apoio/Benefício” ou seja: por um lado as Aldeias deverão funcionar como infra-estrutura de apoio à dinamização da oferta turística e por outro deverão ser destinatários do potencial de desenvolvimento do lago.
O facto de grande parte delas estarem muito próximas do espelho de água, permite que um segmento da oferta turística seja localizado na estrutura urbana das Aldeias ou em zonas de expansão das mesmas.
Nesse sentido considera-se que as Aldeias são espaços complexos e integrados e que, aí, se devem conjugar acções visando:
a) Melhoria do “ambiente urbano” A intervenção consiste na realização dos projectos previstos no PE~AQUA e na qualificação das Aldeias, através do projecto “Aldeia Branca e Florida” que terá a sua fundamental incidência na melhoria das fachadas das casas e nos arranjos exteriores dos espaços públicos.
b) Criação das condições para o desenvolvimento do Turismo de Aldeia A Aldeia pode constituir-se como infra-estrutura fundamental para aumentar a oferta turísticas desta zona, mediante o desenvolvimento do turismo de Aldeia.
É objectivo criar as condições para a adaptação de casas devolutas à função turística, através do seguinte modelo: 1. Adaptação de casas pelo proprietário; 2. Concessão de casas para fins turísticos; 3. Aquisição de casas.
Quaisquer das situações serão enquadradas por uma empresa que fará a gestão em rede das casas que aderirem a este modelo. Para o efeito, procurar-se-ão disponibilizar alguns instrumentos financeiros (Linhas de Crédito e Fundos de Investimento).
Por outro lado, este modelo será complementado por equipamentos turísticos nomeadamente: piscina e campo de ténis, bem como por um conjunto de opções de lazer; passeios pedestres, passeios de barco, BTT, circuitos a cavalo, desportos náuticos, circuitos gastronómicos, etc.
Perspectiva-se, assim, uma Aldeia como um espaço de oferta turística de qualidade embora mantendo as suas características urbanas, sociais e culturais.
c) Reconversão da economia agrícola local A economia da Aldeia é ainda muito influenciada, culturalmente, pela actividade agrícola, embora não seja já a sua principal fonte de rendimento. Todavia, existe ainda uma economia local de incidência agrícola, muito sustentada pelo apoio da Política Agrícola Comum (PAC), que alimenta um conjunto de pequenas explorações. Deste modo, há ainda alguma disponibilidade para se trabalhar com essas explorações, visando a sua adaptação aos novos mercados de produtos agrícolas de qualidade.
O facto de se perspectivar o desenvolvimento da zona apoiado na criação de um destino turístico, permite antever a implementação de novos consumos, bem como aumentar os consumos existentes. Considera-se, por isso, de incentivar, com o apoio da Direcção Regional Agricultura do Alentejo, a produção biológica como forma de contribuir para a melhoria da qualidade da oferta de produtos regionais e do abastecimento à economia do turismo.
e) Fundos de Investimento Imobiliário Um dos objectivos estratégicos para as Aldeias Ribeirinhas passa pelo desenvolvimento do Turismo de Aldeia, a partir do património construído disponível, ou de novas construções com o mesmo fim. Este modelo, apoiado em pequenas ou médias iniciativas é muito exigente, financeiramente, para as empresas que vierem a interessar-se neste tipo de actividade. A fim de se poder garantir uma intervenção financeiramente sustentável no património, a forma mais aconselhável, para o seu êxito, poderá ser a criação ou a utilização de um Fundo de Investimento Imobiliário.
A utilização de Fundos de Investimento deverá ter os seguintes objectivos: - Valorizar e qualificar as Aldeias Ribeirinhas na óptica do desenvolvimento do Turismo de Aldeia; - Servir de plataforma para outros negócios que contribuam para a afirmação e consolidação do território; - Potenciar a melhoria e o aumento da oferta turística da região.
Os Fundos, pelas suas características, traduzir-se-ão num produto financeiro com um elevado conjunto de vantagens: - Elevada segurança , devido a ser proprietário de património imobiliário numa região de evidente potencial turístico a curto e médio prazo; - Rendibilidade , a natureza dos rendimentos do Fundo, permitirá, a médio e longo prazo, uma rendibilidade acima de produtos alternativos; - Inovação, diversificação e diferenciação , a separação entre o negócio imobiliário e o hoteleiro permitirá às empresas hoteleiras a concentração de esforços, físicos e humanos, para a implementação de novos conceitos de gestão; - Eficiência fiscal , os fundos de investimento beneficiam de um regime fiscal mais favorável.
f) Elaboração de planos de pormenor e de urbanização A existência de dois planos de ordenamento – PROZEA e POAAP – orientadores das possíveis intervenções em matéria de investimento de interesse turístico, exige a realização de planos de nível inferior que definam em pormenor as regras estabelecidas nos referidos planos. Nesse sentido serão elaborados vários Planos de Pormenor e Urbanização, especialmente nas Aldeias Ribeirinhas que estão sujeitas à acção do POAAP, nomeadamente Juromenha, Monsaraz, Telheiro, Granja, Luz, Estrela, Póvoa de São Miguel, Alqueva, Amieira e Mina da Orada. Estes planos, depois de aprovados, serão um contributo importante para a localização de investimentos de interesse turístico que beneficiarão directamente as Aldeias referidas.
A elaboração dos planos será da responsabilidade dos respectivos municípios embora a coordenação técnica seja da GESTALQUEVA SA que deverá garantir um adequado equilíbrio entre eles, no respeito da regulamentação existente e de eventuais particularidades que cada um dos planos deva considerar.
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